Felipe F Falcão

Textos


     
     Já faz 17 dias que nasceu o ano novo, a pergunta que faço a mim mesmo é: o que posso esperar deste ano? No ano que passou, vi tantas pessoas passando fome, vi tanta miséria: vi até um mendigo passante, roubar a garrafa de pinga do outro que dormia. 

     Vivemos em um sistema em que, todos vivem em busca dos seus próprios interesses, de suas realizações, o que não é de todo errado, pois é nosso dever e obrigação correr a trás dos nossos sonhos.


     Mas as perguntas ecoam em minha mente: o que posso esperar deste ano? É tudo muito imprevisível. Será que o governo vai investir mais na área da saúde? Será que vai promover meios para que as empresa possam gerar mais empregos? Não sei, só sei que tudo é imprevisível.

     No ano que passou, eu queria ter lançado um livro de contos, ter plantado uma arvore, ter visto o meu Romance A Arte de Amar nas livrarias – a editora disse que ele, não ficou entre os mais votados para ser lançado no fim de ano, quem sabe em 2012 - sonhei em ser pai, mas a minha dilecta esposa não quis. Ela tem prioridades na vida! Manter corpo sarado, se manter gostosa: - Frivolidades da vida – “saúde é o que interessa o resto não tem pressa”.

     Às vezes eu gostaria de pode fazer mais em prol do próximo, mudar o mundo, a forma de pensar das pessoas: – sonho meu – hoje eu estava ouvindo uma canção de uma cantora norte-americana: Patricia Louise Holte, mais conhecida pelo seu nome artístico Patti LaBelle. O titulo da canção é “Unpredictable”. O refrão dessa canção, em uma tradução livre, diz assim: 


A vida é imprevisível
Você poderia estar aqui hoje e indo embora amanhã
Por que desperdiçar o tempo precioso
Quando tudo o que precisamos é encontrar o amor dentro de nós

Cabe a nós fazer uma maneira melhor
Temos que mudar os nossos corações para curar o mundo de hoje
Não lhe custa nada, basta um sorriso...
Para mudar a vida de alguém... Sentir que vale a pena...


     Estes versos me fez pensar. Há muitas coisas que não podemos fazer em prol do próximo, pois não temos poder aquisitivo para isso, mas, - a união faz a força – então o que podemos fazer de maneira financeira, é pagar em dia os nossos impostos – é verdade que, a maior parte da quantia arrecadada com os impostos escorchantes, é desviada descaradamente, para o bolso ou conta na suíça e/ou ilhas cayman, de alguns larápios que nós mesmos elegemos para administrar o país – porem, verdade seja dita, o erro é sempre nosso por não saber escolher bem os profissionais que lá colocamos. Em fim, algo precisa ser feito.

     Não podemos fazer muita coisa em prol do próximo. Mas, pequenos gestos valem mais do que grande soma em dinheiro. Talvez, pagar um lanche a uma pessoa faminta, dizer bom dia ao colaborador de sua empresa, ao seu vizinho, ao padeiro, ser recíproco a saudação do garçom ao ir ao restaurante, ou seja, lá onde for.

      Você leitor, já experimentou tirar um tempinho do seu fim de semana, para ir visitar velhinhos no asilo, ler uma história para eles, ou simplesmente conversar ou ouvir a sua história? Faça isso, você vai sair de lá com outra visão da vida. 

     Lembre-se do que Jesus fez ao curar um leproso, ele não limitou apenas em curá-lo, ele o tocou, sebe o que este simples gesto significou para aquele homem? 

     Naquele tempo, o hansenismo era muito sério, - hoje também, ainda o é – lá no primeiro século, o leproso tinha que ficar fora da cidade e, sempre que alguém se aproximava, a pessoas tinha que bradar "leproso! Leproso!". 

     O simples fato de Jesus ter tocado naquele homem, foi muito importante para ele, provavelmente ele estava há anos sem ter contato físico com outra pessoa. Imagine a tristeza contida no coração daquele homem, tendo que ficar afastado da família, sem ninguém que demonstrasse interesse por seu bem-estar!

     Portanto, façamos a nossa parte para tornar a vida de outros mais suportável. O futuro é imprevisível, é verdade, - a única coisa que temos certeza absoluta, é que a líder do país, a presidente Dilma deve visitar ao menos seis países no primeiro semestre - mas podemos fazer a diferença, se, sobretudo, defendermos os nossos direitos, para que os direitos dos outros, sejam respeitado.
Felipe F Falcão
Enviado por Felipe F Falcão em 17/01/2012
Alterado em 18/01/2012
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