Felipe F Falcão

Textos



 
      
     Veja como é a vida! Hoje eu acordei meio ambíguo, sem alegria na vida. Abri a janela e o sol não me sorriu. A manhã estava nublada, com ar de chuva, tal qual estava meu eu interior. Se me tivesse sido perguntado por que acordei me sentindo assim, eu ousaria dizer que em meu intimo parecia que uma companhia militar estava se pondo em formação de batalha para enfrentar um inimigo sagaz, - seria uma luta ENTRE O BEM E O MAL.

     No decorrer do dia, nada fora diferente do amanhecer. Tive que enfrentar a realidade de cada dia. Sem uma atividade aparente, que exigisse urgência em ser executada, fui acessar a minha página no RL, lá, me deparei com um comentário que me fez pensar porque escrevo. O comentário dizia em síntese, mais ou menos assim:
 
     “Eu gostei de alguma coisa, versos e rimas, mas tudo aqui é meio vago e vazio... eu esperava mais de um poeta”.
 
     Pois bem, eu já recebi comentários mais agressivos, eu não me ofendi. Porem, como o cidadão não tinha autenticação eu copiei o pseudônimo e fui verificar se o tal era assinante ou cadastrado no Recanto, para ver se poderia aprender um pouco com este grande sábio, que se da oa luxo de julgar os escritos dos outros. Mas, nada encontrei. 

     Entretanto, veja a contradição: no dia 5 de setembro eu recebi a solicitação de uma leitora para postar este mesmo poema “EU TE AMO” que fora discriminado por um letrado oriundo sabe se lá de onde. - Na solicitação, a leitora dizia ter gostado muito do poema e gostaria de postá-lo em seu blog pessoal.   

     Pois bem, se meu dia interior estava cinzento, ele clareou tal qual o dia o fez no decorrer das horas. Mas, o comentário do professor na arte de poesia, ainda me estava atravessado na garganta, tanto é que o deletei, posteriormente . 

     Entanto, ao ler o texto do poeta Pacomolina intitulado “FILTRANDO E SENDO FILTRADO”. Eu compreendi que na verdade nós escrevemos porque queremos ser lidos por bons leitores apreciativos da arte, porem, temos que filtrar aqueles que se dizem sabem tudo, mas que no fundo não escrevem com a alma e o coração... Escrevem para serem aclamados, não para serem apreciados, como um apreciador de vinho o faz com um bom buque. 

     Eu ouso a dizer, que estes escritores de laboratórios, que se dão ao luxo de serem críticos da obra alheia, surgem como tsunamis e desaparecem como a pragana ao ser exposta ao sol abrasador.
     
     Na verdade eu creio que o bom poeta, o bom escritor, não é aquele que fala de modo difícil de entender, mas sim, aquele que arranca suspiros do leitor a cada aforismo ou conclusão de um determinado assunto. Sei que ainda não sou este escritor, mas espero um dia poder levar as pessoas um raio de luz, a cada vez que elas lerem um poema ou um livro meu. Pareço pretensioso, porem, não posso mentir para mim mesmo, é meu sonho.
 
 
     NOTA AO LEITOR: se quiserem ler o poema citado no corpo do texto ou o texto do poeta Pacomolina. Basta clicar no titulo em destaque marrom.



Escrito no dia 10/09/2012


 
Felipe F Falcão
Enviado por Felipe F Falcão em 11/09/2012
Alterado em 19/09/2012
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