Felipe F Falcão

Textos


 

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Alessandra, foi direto para cama, sem tirar o vestido que usava. A empregada ficou apostos junto a porta, esperando as ordens da patroa. Alessandra se recostou a cabeceira da cama, ficou olhando para frente, com um olhar vítreo, como se estivesse olhando para o nada.

- A senhora quer que eu lhe traga alguma coisa? - perguntou a empregada – uma xicara de chá, um copo com água...?

- Um copo com água, para eu tomar um calmante.

A empregada voltou a sala para pegar a água.

- Como a Sra. Alessandra esta Nancy? Perguntou William ao ver a moça colocando a jarra com água e um copo sobre uma bandeja de prata.

- Ela está deitada, me pediu para que levasse agua para ela tomar um calmante.

- Ok, qualquer coisa me avise.

Nancy aquiesceu com a cabeça e saiu da sala, com a bandeja em mãos.

A sobremesa foi servida. Peras cozidas em vinho tinto do porto com canela e açúcar, guarnecidas com chantili. Quando a mesa foi retirada, William convidou os cavaleiros para uma breve reunião em seu escritório. As mulheres foram conduzidas a sala de áudio e vídeo, ali, lhes foram servidos champanhes e licores nacionais.
 
***
 
Alessandra estava chorando, quando Nancy adentrou ao quarto. ao ver Nancy, ela procurou disfarçar, passando as costas das mãos sobre os olhos.

Nancy lhe servil a água. Em seguida saiu do quarto deixando a bandeja, sobre o criado mudo, sem nada dizer.

Alessandra tomou um gole da água, mas não tomou o calmante. Ficou, ali, inerte por alguns minutos. Ela repassou na memória os momentos de puro êxtase que passara com Paulo. A morte brutal que seu falecido marido tivera. Por um momento, ela sentiu arrependimento por ter fugido de tudo, sem dar explicação a ninguém, em especial a Paulo.

- Você é uma covarde, Alessandra – disse ela para si mesma.

Depois de tantas ponderações, ela se levantou, ajeitou o vestido, correu as mãos sobre os cabelos e foi para a porta. Girou a maçaneta lentamente, abriu um pouco a porta e observou o corredor. Não havia ninguém por ali. Ela saiu do quarto fechando a porta atrás de si, com todo o cuidado para não fazer barulho. Desceu para a biblioteca.

O espaço que compreendia a biblioteca, tinha cinco por dez metros quadrados. As paredes eram cobertas por estantes que iam até o tento, em todo o entorno do ambiente. Havia uma grande mesa no meio da biblioteca, sobre a qual, tinha sempre uma jarra com água, uma garrafa de uísque, vinho e licor.

Alessandra sentou-se à mesa, pegou uma folha de pape de uma resma que estava sobre de e começou a escrever.
 
São Paulo 16/02/1989
 
À Paulo.
 
Querido Paulo, você não sabe a surpresa que foi para mim reencontra-lo em minha casa, depois de sei anos. é bem provável que você esteja com ódio de mim, por ter indo embora sem lhe avisa, sem se quer um adeus...

Eu tive meus motivos para ir embora, a forma brutal que Rafael foi assassinado, me deixou assustada. Os investigadores estiveram em minha casa umas duas vezes depois do enterro... eles me tinham como a principal suspeita. Aja vista, você na qualidade de advogado, sebe como funciona a mente da polícia. Na época, meu advogado me aconselhou sumir por uns tempos, pois, era questão de tempo, para eu ser presa, pois, tudo indicava que a morte do Rafael era de meu interesse, visto que havia sido espnacada e violentada por ele.

Com medo, segui a orientação do meu advogado e fui para NIW YORK. Quis te ligar, mas tive medo de ser encontrada pela polícia. Fui covarde, eu sei. Se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente só para ter ficado com você, pois, tentei te esquecer, casando-me com o William. Mas, você deixou marcas indeléveis em minha vida, hoje pude perceber que ainda te quero, que ainda te desejo ardentemente. E, mais uma vez estou casada... parece-me que o universos conspira contra mim, quando penso, agora vai dar tudo certo, tudo muda de uma hora para a outra.

Não sei o que fazer, sinto que minha vida está de ponta cabeça outra vez... temos muito que conversar. Tenho algo importante para te contar.

Se você achar que mereço o seu perdão. Me encontre amanhã as 12h em frente ao tumulo do Rafael.
 
Beijos,
De sua eterna Alessandra.”
 
 
Alessandra dobrou a carta e a pois em um envelope, lacrou e escreveu no envelope, aos cuidados de Paulo. Foi até a cozinha e chamou a baba de Paul.

- Alison, você pode me faça um favor.

- Sim senhora.

- Vá a portaria e deixa este envelope com o porteiro. Diga-lhe para entrega este envelope ao doutor Paulo quando ele sair. Não diga nada a ninguém sobre este envelope, nem para Sr. William. Diga ao porteiro para fazer o mesmo. Se você fizer este favor direitinho, eu serei generosa em seu pagamento.

- Pode deixar senhora. Não direi nada a ninguém, e direi ao porteiro para ser discreto.

- Perfeito, obrigada.
 
Continua... 


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Felipe F Falcão
Enviado por Felipe F Falcão em 21/04/2018
Alterado em 03/05/2018
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